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Aprender inglês SOZINHO ou EM GRUPO?

Aprender inglês SOZINHO ou EM GRUPO?

Na semana passada, nossa querida professora Manuela Soares compartilhou 7 estratégias que utilizou para aprender inglês sozinha. Nós achamos a sua jornada de aprendizado INCRÍVEL e adoramos todas as suas dicas. Esperamos que vocês também tenham curtido.

 

As estratégias utilizadas por Manu foram certamente muito eficazes, e seu relato provocou algumas conversas entre nós sobre que outras técnicas poderiam ter contribuído para uma experiência de aprendizado ainda mais enriquecedora e eficiente. A principal área que recebeu nossa atenção foi a das habilidades de produção da língua (fala e escrita).

 

Para o desenvolvimento destas habilidades, Manu menciona que costumava falar sozinha, inventando histórias e criando diálogos imaginários; ela também costumava escrever bastante para si mesma. Estas são, indubitavelmente, excelentes formas de praticar o seu inglês e garantir que você esteja em constante aprendizado, temos as incríveis habilidades comunicativas de Manu como evidência,  mas… e se você tivesse outros parceiros de estudos com quem interagir durante esse processo? Será que a experiência não poderia ser ainda mais enriquecedora?

 

 

Relevantes teorias da educação indicam que SIM.

 

Um dos teóricos mais relevantes para a educação, Lev Vygotsky, tem em sua Social Development Theory, ou Teoria do Desenvolvimento Social, importantes considerações sobre o papel fundamental das interações sociais no desenvolvimento cognitivo. O renomado psicólogo e professor da universidade de Stanford, Albert Bandura, também discursa sobre a relevância das interações sociais no processo de aprendizagem. Ele pontua que o aprendizado é um processo cognitivo que acontece com a observação de outras pessoas a partir de interações e experiências sociais.

 

A doutora em antropologia social pela universidade de Harvard, Jean Lave, é conhecida pela Situated Learning Theory, ou Teoria da Aprendizagem Contextualizada, que indica que o aprendizado está fortemente atrelado a atividades sociais, culturais e físicas. De acordo com esta teoria, a colaboração e interações sociais são essenciais no processo de aprendizagem e a formação de Communities of Practice, ou Comunidades de Prática, – ambientes de vivência e prática na área de estudos de maneira autêntica com trocas de experiências entre estudantes em níveis diversos de conhecimento – contribui para um aprendizado mais eficiente.

 

 

Pessoalmente, gosto da casadinha: estudos individuais + participação em comunidades de prática. Sim, falar sozinho e escrever textos para si mesmo traz muitos benefícios, mas a troca com outras pessoas enriquece o aprendizado ainda mais. O “feedback instantâneo” de uma conversa de verdade (oral ou por escrito) nos informa se estamos sendo compreendidos ou se deveríamos reformular algo; nos diz se conseguimos compreender o outro e responder com clareza; nos indica conteúdos que ainda precisamos investigar; e nos estimula nos estudos de maneira geral.

 

Com as mídias e tecnologias atuais, a comunicação com o mundo inteiro torna-se possível. Redes sociais, canais de Youtube, fóruns, blogs (!) e até grupos no Whatsapp podem ser excelentes espaços para a formação de comunidades de prática. No Brasil (e no mundo inteiro) não faltam pessoas interessadas em aprender inglês. Estas são potenciais parcerias para a aprendizagem. Sem falar nas inúmeras possibilidades de interação com falantes nativos da língua. Quantos “amigos de internet” não formamos por meio de Instagram, Facebook e outras redes? O que nos impede de formar amizades similares com falantes da língua que buscamos aprender?

 

 

Espero que essa postagem, junto à de Manu da semana anterior, funcionem como  inspiração para quem busca aprender inglês sozinho (e em grupo). Por aqui, seguimos contentes ao ver a comunidade ABA Online crescendo progressivamente e esperamos, de coração, que essa “Community of Practice” seja produtiva para os aprendizes de inglês.

 

Em tempo: como mencionado, as interações nos espaços de prática são essenciais. Por isso os convido para utilizar nossos espaços de interação (Blog, Facebook, Instagram, Youtube) como forma de utilizarem o inglês entre si e com a gente. 😉


Referências:

  1. Bandura, A. (1977). Social Learning Theory. New York: General Learning Press.
  2. Lave, J., & Wenger, E. (1990). Situated Learning: Legitimate Peripheral Participation. Cambridge, UK: Cambridge University Press.
  3. Vygotsky, L. S. (1980). Mind in society: The development of higher psychological processes. Harvard university press.
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